Descrição
Publicado originalmente em 1949, Homens de milho é uma das obras mais ambiciosas e complexas de Miguel Ángel Asturias. Inspirado nos mitos do Popol Vuh, livro sagrado dos maias, o romance constrói uma narrativa que funde oralidade, mito e denúncia social para retratar o conflito entre comunidades indígenas e as forças de exploração econômica.
O milho, elemento central da cosmovisão indígena, surge no livro não apenas como símbolo de subsistência, mas como fundamento da identidade, da memória e da relação com a terra. Ao longo da narrativa, Asturias cria uma linguagem inventiva e rítmica, marcada pela repetição, pelo encantamento e pela fragmentação, que desafia as convenções do romance ocidental.
Mais do que um romance social, Homens de milho é uma obra mítica e política, que confronta a destruição dos modos de vida indígenas pela lógica do lucro e da modernização forçada. Sua leitura exige entrega e atenção, mas recompensa o leitor com uma experiência literária singular, em que a palavra se torna espaço de resistência cultural e imaginação coletiva. Trata-se de um livro fundamental para compreender as raízes míticas e políticas da literatura latino-americana.





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