Em uma pequena ilha chilena, o tempo parece ter suas próprias regras. Quando uma pandemia mundial isola o lugar do resto do mundo, um dos irmãos gêmeos Garcés ― aquele que partiu em bote meio século atrás para conhecer o mundo ― retorna de avião e se vê preso ali por um ano inteiro. Do outro lado está o irmão que nunca quis ir embora, o que ficou enraizado na terra onde nasceu. Entre os dois, uma ilha que respira e fala: a taberna num barco abandonado, o cemitério sem corpos, a campana de ouro no fundo do mar, o pacto com o diabo que ninguém esquece. São os habitantes que tecem essa história em voz coletiva, como ondas que não param ― um “nós” que guarda segredos, dívidas antigas e a memória da casa familiar abandonada. O ano em que falamos sobre o mar é um romance sobre os caminhos que escolhemos e os que deixamos para trás, sobre o que significa pertencer a um lugar e sobre tudo aquilo que a linguagem tenta ― e às vezes consegue ― dizer ao mar.
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