Descrição
Publicado originalmente em 1951, Filho de ladrão é o romance mais conhecido de Manuel Rojas e um marco da literatura chilena moderna. A obra acompanha a trajetória de Aniceto Hevia, jovem que, após a morte do pai, um ladrão errante, atravessa diferentes espaços sociais em busca de pertencimento, dignidade e sentido.
Narrado em tom autobiográfico, o romance se constrói a partir de memórias fragmentadas que revelam uma existência marcada pela precariedade, pelo trabalho duro, pela prisão e pela errância. Rojas evita o sentimentalismo e o moralismo, optando por uma escrita contida, que observa com lucidez as formas de exclusão e violência que atravessam a vida dos marginalizados.
Mais do que um romance de formação, Filho de ladrão é uma reflexão profunda sobre liberdade, ética e identidade em uma sociedade desigual. Ao colocar no centro da narrativa um personagem à margem, Manuel Rojas amplia o horizonte do romance latino-americano, conferindo dignidade literária a experiências historicamente silenciadas. Trata-se de uma obra essencial para compreender os dilemas sociais e humanos do século XX na América Latina.





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