Museu do Romance da Eterna
Este romance de Macedonio Fernández se constrói por desvios, notas e começos adiados. Em lugar da história, surgem pensamento, humor e experimentação, fazendo da própria forma narrativa o centro da obra.
Este romance de Macedonio Fernández se constrói por desvios, notas e começos adiados. Em lugar da história, surgem pensamento, humor e experimentação, fazendo da própria forma narrativa o centro da obra.
Publicado postumamente em 1967, Museu do romance da Eterna é a obra mais ambiciosa e desconcertante de Macedonio Fernández e um dos livros mais experimentais da literatura latino-americana. Concebido como um romance impossível, ou deliberadamente inacabado, o livro se apresenta como uma coleção de prólogos, notas, reflexões e fragmentos narrativos que questionam continuamente a ideia tradicional de romance.
No centro da obra está a figura da Eterna, personagem idealizada e amorosa, cuja existência se constrói mais no plano conceitual do que no narrativo. Ao redor dela, Macedonio desmonta as convenções do enredo, da personagem e da autoria, propondo uma literatura que não busca representar o mundo, mas transformá-lo por meio da imaginação e do pensamento.
Mais do que um romance, Museu do romance da Eterna é um projeto literário e filosófico, no qual a ficção se torna um laboratório de ideias sobre amor, morte, identidade e linguagem. Com humor, ousadia e radicalidade formal, Macedonio Fernández cria uma obra que desafia o leitor a repensar o próprio ato de ler. Trata-se de um livro fundamental para compreender as vanguardas latino-americanas e os limites, sempre móveis, da forma romanesca.




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